SE VIVÊSSEMOS EM UM LUGAR NORMAL

se vivêssemos Foto Thiago Cristaldi 7_0004_Background

RELEASE


“Se vivêssemos em um lugar normal” é a adaptação para o teatro da obra literária homônima do autor mexicano Juan Pablo Villalobos e interpretada por Roberto Rodrigues. A história narra a saga de Orestes, protagonista do romance e um dos 7 filhos de uma família cujo pai é um professor de educação cívica – mestre em propagar todo tipo de impropérios – e a mãe uma típica personagem de dramas mexicanos. Dentro da “caixa de sapato”, apelido que a família dá à casa em que vivem, no morro da “Puta que pariu”, o protagonista tenta entender sua situação econômica e mudar o curso de sua própria sorte.

FICHA TÉCNICA


Texto: Juan Pablo Vilallobos
Atuação: Roberto Rodrigues
Adaptação: Roberto Rodrigues
Artistas Colaboradores: Breno Sanches, Jane Celeste e Maria Celeste Mendozi.
Figurino: Bruno Perlato
Iluminação: Adriana Milhomem
Produção: Pagu Produções Culturais
Realização: Cia Teatral Milongas

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CRÍTICAS

“O esquete se destaca pelo excelente trabalho do ator-criador Roberto Rodrigues em cena: corpo e voz vigorosamente presentes, e partituras e movimentos que chamam a atenção. Pode-se ver e ouvir tudo com clareza. A composição da cena é simples: um ator e uma caixa-acústica de madeira. Com ela o intérprete cria ambientes e musicalidades, se utilizando da narração para contar sua história. O esquete é uma adaptação do próprio ator-diretor do texto homônimo de Juan Pablo Villalobos e é de extrema pertinência, na medida em que põe em cena discussões político-sociais bastante interessantes, tendo como pano de fundo a América do Sul/Central. A ressalva que faço à dramaturgia está um pouco na indecisão em localizar com exatidão onde se passa a cena. Há claras referência à América Hispânica, como também ao Brasil. Não sei é intenção da adaptação não deixar isso evidente, mas creio que definir melhor o local da trama possa ajudar o espectador a embarcar ainda mais no esquete. De qualquer forma, temas pertinentes são tratados, como falta d’água, eleições, racismo, condição social, favela, movimentos populares… A direção da cena, feita pelo próprio ator, trabalha bem com o tempo, imprimindo o ritmo e a velocidade necessários, sem esquecer de colocar pausas e silêncios onde é preciso, criando um registro complexo do esquete. Há ainda a exploração de onomatopeias como recurso de atuação para contar a história, lembrando bastante o trabalho do ator Julio Adrião em “A descoberta das Américas” – uma clara referência. Uma breve comparação: o texto de “Se vivêssemos em um lugar normal”, apesar de todas as suas qualidades, tem uma estrutura bem mais difícil, em termos de contação de história em cena, do que a peça de Dario Fo. Mesmo porque o primeiro é literatura e o segundo é uma peça de teatro. Isso dá ainda mais credibilidade ao trabalho de Roberto Rodrigues, pois o desafio se torna maior. O esquete trava ainda um bom diálogo com a plateia, exacerbando a teatralidade do trabalho. Em suma, trata-se de uma grande cena e de um grande ator. Espero que a pesquisa possa se desenvolver e virar um espetáculo.”
Diego Molina (panodefundo@gmail.com) Rio de Janeiro, 16 de novembro de 2014 – 7o Festival Niterói em Cena
Gilberto Barthollo - O Teatro me representa - MERDA - Sexta, 15 de Dezembro de 2015
Rodrigo Monteiro - Crítica Teatral - Quarta, 25 de Novembro de 2015
Renato Mello - Botequim Cultural